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Empreendedorismo educacional

O Brasil é um dos países em que mais empresas são abertas, contudo, a maior parte delas não resiste logo no primeiro ano de existência e outras não passam de cinco anos.

O diagnóstico dos especialistas é de que os brasileiros são muito criativos. Na primeira etapa da abertura de uma empresa, no encontro do nicho de mercado, os empreendedores têm um faro bem apurado. Contudo, as outras etapas para que o negócio dê certo são deixadas de lado, como a pesquisa de mercado e a gestão financeira. Essas etapas são feitas da maneira que o empreendedor acredita ser o correto, sem alguma preparação para isso.

Mas, quando deveria acontecer esta preparação? Atualmente tem sido levantada esta discussão para que as instituições de ensino básico no Brasil comecem a preparar futuros empreendedores, ensinando princípios básicos de administração e gestão financeira.

É possível formar, dentro da sala de aula, empreendedores cada vez mais preparados para que, quando se aventurem a abrir um novo negócio, tenham embasamento para que ele dure ainda mais tempo e, principalmente, seja algo lucrativo.

Pedagogia empreendedora

Esta área da pedagogia busca capacitar indivíduos para se tornarem empreendedores, tornar um sonho ou ideal em um projeto com embasamento, para que se for desejo do aluno, tornar o negócio em realidade.

Um dos principais idealizadores dos estudos da pedagogia empreendedora é Fernando Dolabela. Para ele, empreender é conseguir gerar a capacidade de criar novos conhecimentos, transformar a teoria em prática, pela experiência no ato de empreender.

Instituições privadas já investem no ensino de empreendedorismo. O que se busca atualmente é incluir nas escolas públicas este conhecimento, para que sejam formados empreendedores que possam conseguir fazer uma mudança no cenário social familiar. Para Dolabela, a escola é o local de se incentivar o sonho dos alunos. Se os estudantes começam a sonhar, na época da escola, em se tornarem esportistas pela prática de futebol, vôlei ou outras modalidades, por que não podem sonhar em empreender com o conhecimento adquirido em sala de aula?

O que ainda impede que o assunto seja amplamente discutido no ambiente escolar é uma velha discussão sem embasamento que questiona se o empreendedor nasce com as qualidades para abrir uma empresa ou estas qualidades são aprendidas e aprimoradas. De qualquer maneira, expandir este conhecimento só fará com que mais pessoas descubram que tem estas qualidades e a possibilidade de tornar o negócio próprio em algo real.

A questão ainda é voltada para a burocracia, entender como incluir este conhecimento em sala de aula. Mais uma matéria curricular ou em alguma matéria como matemática para ensinar gestão financeira? Enquanto ainda isso não é decidido, algumas escolas já se anteciparam e colocam atividades extracurriculares, incentivando os alunos a fazerem projetos empreendedores que ajudam a escola e a eles se desenvolverem. Por exemplo, alguns alunos se envolvem em projetos de empresas fictícias e criam um produto para vender em uma feira da escola. Depois, aprendem a dividir e a administrar o dinheiro recebido. Para que o projeto tenha sucesso, precisa ser supervisionado por professores que tenham noção básica de conceitos de empreendedorismo.

Fábio Pereira
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