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Diagrama de Pareto

No século XIX, com o auge da revolução industrial na Europa, muitas eram as tentativas de otimização dos espaços e das atividades dentro das indústrias e do comércio a fim de incrementar vendas e agradar aos clientes e, também, aos funcionários. Portanto, uma grande quantidade de teorias e métodos que visavam o aperfeiçoamento dos processos dentro das fábricas foi desenvolvida por diversos estudiosos da área de administração, sociologia e psicologia.

Um destes estudiosos foi o economista italiano Vilfredo Pareto, que desenvolveu um diagrama que visava classificar os problemas e definir suas causas para que fossem resolvidos. Pareto desenvolveu então o diagrama de Pareto, nomeado assim em sua homenagem. O diagrama consiste praticamente em um gráfico que mostra os problemas, suas causas e as consequências que eles podem trazer.

Ele é traçado baseado em fatos que comprovem os acontecimentos e classifiquem-nos para mostrar, a quem está observando-o, quais problemas são realmente importantes e devem ser tratados imediatamente e quais devem ser ignorados, por hora, e abordados posteriormente.

Como elaborar um diagrama de Pareto

Levando-se em conta que uma organização ou empresa apresenta diversas dificuldades durante sua ‘vida’ e seus processos de produção e organização, Pareto (e posteriormente Juran, importante teórico de qualidade em empresas) define que algumas destas dificuldades são comuns ao ambiente e que, por isso, não devem ser tratadas como problemas graves. A maioria dos problemas da empresa se encontra nesta faixa de opções. Porém, Pareto ensina como medir a intensidade e a frequência de certos acontecimentos para que a importância deles seja identificada e suas causas eliminadas.

Para obter estas informações iniciais, é necessário que o gráfico seja divido em categorias. Desta forma, os problemas são incluídos em grupos maiores para uma melhor visualização (diagrama de afinidades pode ser útil neste momento). Em seguida, calcule a frequência com que o problema acontece. Lembre-se que, neste momento, é necessário que uma grande quantidade de informações tenha sido recolhida. Aqueles problemas que não ocorrem com frequência ou que não significam perdas consideráveis em qualquer aspecto da empresa podem ser colocados numa coluna identificada como ‘outros’, já que consistem em problemas que não demandam atenção imediata.

Resultados do diagrama de Pareto

Há uma eficiência muito maior quando são traçados vários diagramas até se chegar à um consenso geral em torno dos problemas analisados. É importante lembrar que a identificação de problemas ‘realmente sérios’, que demandarão maiores esforços em sua resolução, consiste no primeiro passo para que o problema maior seja resolvido. Se o problema analisado for demasiado complexo para ser tratado como único, você pode dividi-lo em subproblemas. Mas tenha em mente que o processo pode levar um tempo maior para ser concluído. De qualquer forma, o esforço valerá a pena, já que o resultado final irá proporcionar uma qualidade ímpar e é possível que o problema seja eliminado muito mais rapidamente depois.

Ainda mais importante que traçar os problemas crônicos em sua empresa ou organização, são as ações tomadas em cima destas informações. Afinal, de nada adianta identificar o erro e não tomar nenhuma atitude contra ele. Um bom gestor sabe reconhecer os erros e trabalhar na motivação de sua equipe em resolvê-los e corrigi-los.

Fábio Pereira
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